Portugal quer aumentar meta da UE para redução de emissões

21-03-2011 19:47
    O objectivo da União Europeia (UE) para 2020 é conseguir reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) em 20 por cento. Mas Portugal e mais seis países comunitários consideram que é possível ser mais ambicioso e aumentar essa meta para os 30 por cento.

    Numa carta subscrita por responsáveis governamentais pelo Ambiente de Portugal, Espanha, Grécia, Alemanha, Dinamarca, Suécia e Reino Unido, que teve a iniciativa, é referido que «as razões para aumentar a meta de redução para 30 por cento em 2020 são agora mais fortes».

    O objectivo de «30 por cento de redução de emissões para 2020 parece ter bons fundamentos para se poder alcançar porque não é excessivamente ambicioso, não nos põe em dificuldades excessivas, mantém o estímulo para a inovação, para a economia verde que deve continuar a vir desta política de energia e clima», disse à Agência Lusa o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, que assinou a proposta.

    Em 2009, «já uma boa parte deste esforço de 20 por cento foi feito, já que a redução global de emissões em relação a 1990 atingida em 2009 andou na casa dos 17 por cento», acrescentou, reforçando que «o caminho mais custo-eficiente para atingir os objectivos de longo prazo passa por considerar chegar a 2020 com mais do que 20 por cento de redução das emissões». Para Humberto Rosa «é uma meta importante para o objectivo global a União Europeia contribuir» para evitar um aumento médio das temperaturas acima dos dois graus centígrados.

    Confrontado com eventuais dificuldades financeiras no cumprimento do objectivo de 30 por cento devido à crise económica mundial, o secretário de Estado do Ambiente considera que não se trata de novas fontes de financiamento: «É preciso redireccionar financiamento da chamada economia cinzenta, do combustível fóssil, para a economia verde, mais limpa e baseada no renovável, na eficiência».

    E no caso de Portugal, Humberto Rosa não tem dúvidas de que o objectivo seria exequível: já não seria um por cento de aumento, «seria baixar um bocadinho. Estamos convencidos que, com a política traçada de eficiência energética e de renováveis, que é para manter, podemos acomodar este esforço adicional até com um impulso positivo à inovação e competitividade da nossa economia», realçou.

    A carta dos responsáveis do Ambiente surge numa altura em que o preço dos combustíveis atinge valores elevados e salienta que a subida da meta de emissões iria «aumentar a resiliência da Europa contra picos de preço do petróleo e reduzir a sua dependência energética». Aos sectores que estão preocupados com a forma como se irão adaptar a esta situação, os governantes dizem que «há soluções disponíveis».

    A União Europeia lançou recentemente o Roteiro de Baixo Carbono 2050 onde analisa as opções para cumprir as metas já assumidas nesta área.

 

 

Autor / Fonte

NV

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