Portugal está a poluir menos o ar ao reduzir a emissão de gases poluentes, em grande parte produzidos pelo sector energético, e em 2009 cumpriu os limites definidos internacionalmente, afirmou, esta quinta-feira, Humberto Rosa, secretário de Estado do Ambiente.
Os dados do inventário nacional de emissões de poluentes atmosféricos, referentes a 2009, revelam «bons resultados na redução de emissões de dióxido de enxofre, óxidos de azoto, compostos orgânicos voláteis e amónia», que são os responsáveis pelas chuvas ácidas ou que fazem com que as águas fiquem com excesso de nutrientes, como explicou Humberto Rosa à Lusa.
O secretário de Estado do Ambiente disse que de 2008 para 2009, «em cada um destes poluentes, houve reduções, em alguns casos muito significativas. O dióxido de enxofre desceu cerca de 31 por cento em relação a 2008», devido à diminuição do consumo de fuelóleo na produção de energia eléctrica, ao funcionamento dos sistemas de dessulfurização de duas centrais termoeléctricas a carvão e à redução da quantidade de crude utilizado nas refinarias.
O comunicado comprova a existência de uma descida de 3,2 por cento das emissões de óxidos de azoto, no seguimento da diminuição de consumos de combustíveis na produção de cimento ou nos veículos pesados de mercadorias.
As emissões de compostos orgânicos voláteis não-metânicos caíram 7 por cento, principalmente à redução dos consumos de combustíveis em veículos de passageiros e motociclos, já a quantidade de amónia desceu 1,7 por cento, comportamento justificado pelo decréscimo de produção na indústria química e dos consumos de combustíveis na produção de cimento.
«Portugal está a poluir menos, o que são sempre boas notícias» e um sinal de «evolução no sentido de desenvolvimento sustentável», resumiu Humberto Rosa.
O governante referiu que uma parte da redução «tem a ver com a crise económica», mas que outra não se relaciona com o mesmo factor visto que de 2008 para 2009 «o consumo de carvão para produção de electricidade ter aumentado 13 por cento», sendo que a explicação esteja na existência de sistemas de tratamento de gases poluentes instalados em unidades de produção eléctrica que reduzem emissões de dióxido de enxofre.
Além do sector energético, que é responsável por grande parte dos poluentes, também o sector do cimento é outro exemplo da instalação de sistemas de filtros e, em algumas unidades, da procura de combustíveis alternativos mais sustentáveis, como biomassa ou combustíveis derivados de resíduos, especificou o responsável do Ministério liderado por Dulce Pássaro.
Quanto ao futuro, «quer pelo factor da penetração de alternativas, como energias renováveis e outros combustíveis, quer em parte por efeito da crise económica, estamos convencidos que 2010 continuará a ser um ano favorável», referiu a mesma fonte.
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