O primeiro-ministro defendeu, esta sexta-feira, na inauguração da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcântara, que é preciso «ser persistente» para que as obras se façam e que Portugal atingiu já a maturidade ambiental. Durante a cerimónia, o primeiro-ministro demissionário confessou ter uma «recaída ambiental».
«De certa forma, esta cerimónia significa para mim uma recaída ambiental. Sou porventura dos políticos que está em melhores condições para avaliar o significado da entrada em funcionamento desta nova ETAR», disse, considerando que «a poluição do rio Tejo era uma vergonha».
«Sou de uma geração que teve que liderar com o atraso nas políticas ambientais», disse Sócrates, sustentando, em seguida, que Portugal «atingiu agora um ponto de maturidade».
«Se há conclusão que podemos tirar dos últimos 15 anos é que fizemos bem este trabalho. Ao longo destes 15 anos, aproveitando os fundos comunitários, Portugal foi capaz de vencer o fosso que nos separava dos países mais desenvolvidos em termos ambientais», advogou ainda.
Quanto ao processo que levou à construção da nova ETAR de Alcântara, que atingirá 85 por cento das águas coletadas e tratadas, o primeiro-ministro disse «saber bem o que significa em Portugal fazer-se uma obra». «É preciso ser persistente para que as obras se façam, em particular uma obra com a ambição desta. Vamos ter uma ETAR que está à altura do melhor que se faz no mundo. Passámos para outro estado tecnológico», concluiu o primeiro-ministro.
As novas instalações da ETAR de Alcântara, um investimento de 70 milhões de euros e que servirá uma população de 756 mil habitantes.
Fonte: www.tvi24.iol.pt/ambiente
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